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BECO Cabaret Gourmet - Lisboa
 

BECO Cabaret Gourmet - Lisboa

Escondido num dos restaurantes do grupo José Avillez, encontramos o BECO. Uma experiência que transporta o visitante à exclusiva atmosfera dos cabarets dos anos 20.
José Avillez, chefe e promotor do cabaret BECO, explica como surgiu a ideia que inspirou a criação deste mágico local lisboeta, situado no interior de outro espaço singular, o restaurante Bairro do Avillez. “Em 1908, o meu bisavô, José Ereira, abriu o Maxim’s, no Palácio da Foz. O Maxim’s era o clube mais elegante de Lisboa e, para além de um restaurante e bar, foi também um espaço de entretenimento, com música, dança e jogos de sorte. O BECO está inspirado no glamour do Maxim’s, na sua boémia, mas sofisticada atmosfera. É um espaço remoto e exclusivo, com um número restrito de lugares, no qual se pode desfrutar de uma agradável experiência gastronómica, enquanto se disfruta de um show único no mundo”.
Uma aura de elegância e diversão envolveu as primeiras décadas do século XX, e BECO transmite essa sensação. Reúne mistério e prazer pela iguaria do passado. Uma taça de Perrier Jouet, champanhe que confere imagem ao local, culmina o momento único que vivemos, entre os bastidores abertos ao público e cantores caracterizados, convertendo o cliente num “bon vivant” dos felizes anos vinte, que se deixa levar pelas suas emoções, ainda que mantenha o saber estar de um hipster do século XXI.
Lisboa emana uma atmosfera muito especial. É uma cidade boémia e emergente, mas ao mesmo tempo, com um charme atractivo, onde o ambiente artístico e cultural brilha em cada esquina da capital. Desde livrarias centenárias como a Bertrand, a mais antiga do mundo, fundada em 1732, a centros culturais, como o Nacional da Cultura, que nasceu em 1945 como um “clube de intelectuais”, dedicado ao intercâmbio de ideias e à defesa da cultura livre. Pequenos teatros, como o da Trindade, ou grandiosas obras, como o Nacional de São Carlos, inspirado na Scala de Milão e no teatro San Carlo de Nápoles. Erguido em 1792, o Teatro Nacional de São Carlos, veio substituir o Teatro do Tejo, que, como grande parte da cidade, foi completamente destruído pelo terramoto de 1755.
A tradição gastronómica portuguesa, com claras influências das ex-colónias, localizadas na Ásia, África e América (Brasil), utiliza uma sábia mistura de especiarias exógenas como os coentros, o açafrão, a salsa ou o gengibre. A cultura culinária portuguesa vai-se alastrando a passo firme, sendo Lisboa uma capital europeia. No entanto, é uma cidade que progride sem nunca renunciar às suas raízes, e mostrando um carisma que vai muito mais além do clássico Bacalhau à Brás. Um passeio pelas ruas calcetadas do Chiado com vista para o Tejo, onde está localizado o Bairro do Avillez, com a sua taberna, a sua mercearia e o Páteo, onde o peixe e o marisco são os reis, é a explicação para como não amar esta pequena cidade, coberta de história a cada esquina.
 
   
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